Quarteto Fantástico: mais que fantástico é quarteto!

Fui assistir Quarteto Fantástico no Cinemark do Shopping Estação aqui em Curitiba.

Desde o início, o filme acerta em muitas coisas. Uma das principais escolhas criativas foi passar direto pela história de origem. Cada personagem aparece em uma clássica montagem jornalística acelerada, algo que me lembrou um vídeo do YouTube em velocidade 2x. Assim, a narrativa já nos coloca no centro da ação.

Além disso, o tempo do filme é propositalmente acelerado. Cortes temporais direcionam a trama para os pontos de maior interesse, garantindo ritmo ágil e foco nos acontecimentos principais.

Os quatro protagonistas do Quarteto Fantástico

Reed Richards é apresentado como o homem mais inteligente do mundo. Ele chega a conclusões rápidas, embora nem sempre agrade a todos. No entanto, quando se depara com algo totalmente desconhecido — um espaço além do espaço — sua maior fraqueza surge: o incômodo de não ter todas as respostas.

Susan Storm, a Mulher Invisível, finalmente ganha um papel mais sólido. Diferente de outras versões, ela não é apenas um apoio do herói. Aqui, assume o posto de diplomata internacional, atuando na mediação de guerras e firmando acordos de paz.

Benjamin “Ben” Grimm, o Coisa, traz um contraste interessante. Apesar de sua forma rochosa e imponente, ele carrega uma sensibilidade marcante. Essa escolha quebra a visão tradicional de brutalidade que costumava marcar o personagem.

Johnny Storm, o Tocha Humana e irmão de Susan, também evolui. Embora mantenha o jeito mulherengo, agora se mostra um nerd fascinado pelo espaço. Essa nova camada dá profundidade e garante um papel crucial no desenvolvimento da história.

Graças a essas construções, a atuação dos quatro protagonistas é determinante para o desenrolar da trama.

Uma trama simples, mas eficiente

A história é simples, mas cumpre bem seu papel. (Atenção: aqui começam os spoilers). O casal Fantástico estão grávidos e a criança será muito poderosa despertando a fome de Galagtus, um devorador de mundo em busca de saciar sua fome descontrolada. 

Sob uma estética retrofuturista muito bem trabalhada, a narrativa se concentra em um tema universal: a família. Mais do que isso, mostra como descobrimos forças ocultas para proteger quem amamos.

O clímax reforça essa ideia. A cena final traz uma metáfora clara sobre essa capacidade de uma Mãe mover galáxias inteira para proteger o seu filho, mesmo que lhe custe a vida. (eu avisei que vinha spoiler).