CURITIBA, TERÇA FEIRA 11 DE NOVEMBRO: De volta ao Hostel Social voluntariando pela terceira vez na capital Paranaense. Hoje fiquei no café da manhã.
Além disso, a maior vantagem da convivência em Hostel é poder conversar com pessoas de diversos perfis sobre assuntos aleatórios. Entre esses temas, a Economia Criativa na era da Inteligência artificial acabou tomando conta da discussão.
A partir desta conversa escrevi este artigo.
Os quatro pilares da economia criativa
Para contextualizar, antes de iniciar a discussão preciso reforçar o principio dos quatro pilares. Pois é a forma como enxergo a cultura como um todo. São elas a CRIAÇÃO, PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO e EXIBIÇÃO. Eu considero estes pilares tão importantes que até organizei este blog em torno deles, mas reconheço que são nomes técnicos, por isto irei simplificar.
- O quê expressar
- Como expressar
- Pra quem expressar
- Onde se expressar
Dessa forma, dois desses pilares são imutáveis, outros dois estão em constante evolução, e é onde a vida de muito criador de conteúdo se complica. Por isso é extremamente válido uma reflexão aprofundada.
O fazer economico
Eu sou um grande fã da escola austríaca de economia e como eles enxergam o fazer econômico. Para eles, o simples fato de você ler o que estou escrevendo já resulta em economia, pois ela é a própria ação humana.
Por outro lado, o valor financeiro de qualquer atividade está diretamente ligada ao valor pessoal que cada um dá para cada coisa. Isto significa que a minha expressividade, seja ela em forma de texto, imagem, filme só terá o valor financeiro que você achar relevante.
Pra você pode significar apenas o tempo de leitura, que é valiosíssimo, e tudo bem se eu também estiver de acordo com essa troca.
Ainda assim, o fato é que, minhas criações, nem de ninguém, tem a obrigação de fazer dinheiro. Mas temos contas para pagar então é preciso levar isto em consideração. Assim sendo, a três principais formas de fazer dinheiro com conteúdo. PROPAGANDA, VENDA DIRETA ou um MISTO DAS DUAS.
Propaganda vs Venda Direta
Por exemplo, no modelo de Propaganda, você consome o conteúdo apenas investindo o seu tempo, ou seja, de graça, mas em contra partida terá de suportar um anuncio em algum lugar. Antes, depois, durante o conteúdo, bem depois do conteúdo… Em algum momento será impactado.
Redes sociais é um grande exemplo deste modelo.
Por outro lado, no modelo de Venda Direta você paga para ter acesso ou até mesmo adquirir este conteúdo, é o caso do meu roteiro Lua de Sangue disponível para você adquirir aqui no site, e da minha plataforma de Streaming BIG LAGO para você assistir aos meus filmes de curta minutagen.
E o misto, é bem obvio. Além de pagar pelo conteúdo, você ainda é impactado por algum anuncio. É o caso do plano mais básico da Netflix.
A metamorfose ambulante
Como disse no começo deste artigo há dois pilares que são imutáveis, O que você irá dizer, se expressar só depende de você. É resultado da sua vivência, de seus estudos, da sua linguagem. E pessoas continuam sendo pessoas, em busca de suas próprias vivências por isto O quê e o Para quem nunca mudarão.
O Como e Onde é que mora o problema, pois elas dependem exclusivamente das tecnologias de Produção e consumo de conteúdo. E essas tecnologias estão em evolução exponencial desde o advento do capitalismo. E essa evolução é acompanhada da importância financeira, o que é novo passa a ser mais relevante do que o antigo.
As tecnologias antigas nunca deixaram de ter sua importância cultural, mas os modelos de negócios em torno delas mudarão constantemente. Aí é onde a situação complica para muita gente, nem todo mundo consegue acompanhar o ritmo da evolução tecnológica.
E infelizmente não hã muito o que fazer a não ser ensinar.
Um tufão chamado Inteligência Artificial
Por fim, da prensa desenvolvida por Gutenberg até as redes sociais de Zuckerberg essa dinâmica ocorreu, e sempre foi um tormento na sociedade. Não será diferente desta vez.
Inteligência artificial é como um fenômeno da natureza, um Tufão que vem quase sem avisar arrastando tudo que vê pelo caminho. Muita coisa será levada abaixo e poucas ficaram de pé. É algo inevitável. Até mesmo para as empresas que lideram este movimento agora, nada garante que Open AI do ChatGPT sobreviva no fim de tudo isso.
Haverá baixas mas a sobrevivência da maioria estará na resiliência para reconstruir algo novo a partir do escombros deixados para trás.

