CURITIBA, QUARTA-FEIRA – 05 DE NOVEMBRO DE 2025: No final de semana viajei até Porto Alegre, a capital gaúcha, mas devo dizer, não foi a melhor experiência que tive até o momento.
Pode ser pela minha fase atual, como pode ser pequenos detalhes que me fizeram sumir de lá. O fato é que não consegui ficar por muito tempo na cidade.
A primeira impressão foi de sujeira e fedor. Deixar tantos lixos espalhados pelas ruas, muitos para rejeitos orgânicos, faz com que o cheiro urbano não seja o mais agradável.
A limpeza das ruas entra como um agravante. Não foi raro observar moradores jogando lixos ao lado das lixeiras, mesmo elas sendo enormes e com muito espaço para descarte disponível.
Desta forma o trabalho dos diversos Garis é completamente anulado.
Algumas partes do Guaíba também entram nesta equação aromática ao receber boa parte do sistema de esgoto da cidade.
São detalhes caros pra mim, viver em um ambiente limpo e minimamente cheiroso é crucial para que eu possa concentrar em minhas tarefas.
Por conta disso, no segundo dia peguei minhas coisas e vim embora pra Curitiba.
Um pecado contra capital Gaúcha
Ter uma característica tão marcante de forma negativa é um pecado, até mesmo por que a cidade é lindíssima.
Arquitetura colonial em Porto Alegre é majestosa. Igrejas, prédios públicos, até mesmo centros comerciais, sempre com um ar de muita bagagens nas costas.
A cultura é viva, pulsante. Achei impressionante a enorme feira de livros na praça da alfandega lotada em plena segunda feira.
Entrei em uma livraria e observei um rapaz de notebook aberto no Final Draft, softwares que profissionais de cinema usam para escrever seus roteiros, inclusive eu.
A vontade de puxar assunto foi enorme mas ultima coisa que um roteirista quer enquanto escreve é conversar com um desconhecido.
Falando desta praça, foi para conhece-la que viajei até a capital gaúcha.
Quando o cinema surgiu no mundo, Porto Alegre já despontava na exibição cinematográfica. E naquela mesma praça onde dias atrás havia uma feira de livros, foi fundada a primeira sala de cinema comercial do Brasil.
E Porto Alegre é quase certamente os primeiros as investirem em produções autorais. Merecem o crédito
Mas neste momento, a cidade não é pra mim.











